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quarta-feira, junho 03, 2020

Sempre Juntos!

O futebol português regressa hoje. O nosso Benfica regressa amanhã. Quantas saudades! Sinceramente pensei que não regressaria esta época. Mas também se tudo volta, o futebol também pode voltar. E por muito que o futebol seja a coisa mais importante das coisas menos importantes, há quem faça vida do futebol. E a vida tem que continuar. Ainda que numa constante adaptação à nova realidade.

Os jogos serão à porta fechada. Não vai ser a mesma coisa. O futebol é feito para os adeptos. Jogos à porta fechada são castigos para os clubes. E agora parece que todos vão cumprir castigos. Mas se com isso há mais segurança, que seja. Podemos questionar porque há públicos noutros eventos e não pode haver público no futebol, mas não nos leva a lado nenhum. Se há coisa que esta pandemia nos confirmou é que nada é mais importante que a saúde. Temos que a preservar, por nós, pelos nossos e pelo outros. Por maior que seja a paixão, sem vida nada é possível. É isso que está em causa neste momento. Portanto vamos respeitar e fazer a nossa parte o melhor que pudermos para o bem de todos. 

É preciso ter consciência acima de tudo. Muitos de nós já era à distância que apoiávamos. Talvez alguns saibam dar mais valor quando estiverem presentes. Mesmo pela TV vai ser diferente e estranho não ouvir aquele som ambiente. Mas será um mal necessário que esperemos valha a pena!

Amanhã volta o Glorioso, a partir das 19h15, contra o Tondela. A nossa Luz despida de adeptos  mas repleta de cachecóis. Será assim nos jogos em casa com os cachecóis dos nossos sócios. O nosso lá estará! Sempre Juntos! Pelo Benfica!


domingo, abril 26, 2020

Uma Liberdade diferente

A 25 de Abril de 1974 abriram-se as portas da Liberdade em Portugal. O Movimento das Forças Armadas pôs fim à ditadura. Foi a revolução dos cravos por um Portugal melhor. As melhores intenções com nobres valores. Foi um grande feito. O pós 25 de Abril não foi o idealizado inicialmente. Muitos valores de Abril se perderam. Muito oportunismo nestes anos, de lá para cá muita coisa mudou. Umas para melhor, outras para pior. Mas o essencial da liberdade conquistada foi-se mantendo. Liberdade essa da qual estamos privados agora, 46 anos depois. Liberdade no verdadeiro sentido da palavra. Liberdade de movimento, ausência de aprisionamento, independência. Ser livre é por em prática a vontade de fazer o que queremos. Sempre tendo presente que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros. Mas no meio da pandemia da covid-19 estamos privados dessa liberdade. Não podemos, ou não devemos, ir para onde queremos, quando queremos. Estar com quem queremos. Fazer o que queremos. Este inimigo invisível veio trazer-nos o medo de ser livres. E hoje, dia em que Portugal celebra a Liberdade, fomos obrigados a celebrá-la de outra forma. Porque é de outra forma que todos temos vivido a nossa liberdade individual. Nunca pensei que viveríamos  o que estamos a viver. Uma guerra silenciosa. Vamos vivendo um dia de cada vez. Adaptando-nos à dura realidade com maior ou menor sacrifício. Não está a ser nada fácil. Jamais uma guerra poderia ser fácil. Vamos fazendo o que podemos. Como em muitos dos outros anos, para mim o dia 25 de Abril foi passado a trabalhar. Mas mesmo assim não foi igual aos outros. Todo o trabalho agora é diferente. O medo está lá sempre. 

Foi um dia da Liberdade com menos liberdade, diferente para todos. Importa continuar a fazer o possível para voltarmos a ter liberdade. Certamente que não será tão cedo quanto desejamos, nem tal e qual como já foi. Será uma nova liberdade. Que seja diferente mas que venha! Vamos continuar a lutar todos para o mesmo lado para que, como há 46 anos atrás, a união vença no final!

E já agora, para que volte o desporto e o Benfica que tanta falta nos faz para nos distrair e animar. Que saudades tenho de ver o  Benfica jogar. O "meu" Benfica, o nosso Benfica, o Benfica do nosso Capitão de Abril, Salgueiro Maia. 

25 de Abril de 2020

quinta-feira, março 19, 2020

O JOGO DAS NOSSAS VIDAS

Este blog é dedicado ao Benfica. Ao desporto, à paixão, à parte lúdica da vida que vivemos intensamente e fazemos dela vida muitas vezes. Agora fomos confrontados com uma nova vida. Sem futebol, sem desporto. Sem este entretenimento que tanto nos ocupava. Quando não tínhamos Benfica dizíamos que era uma tristeza. E era. E é. E vai continuar a ser. Agora nem isso temos para nos distrair. Porque neste momento tudo ficou suspenso. A nossa própria vida está suspensa. Estamos a enfrentar uma guerra da Humanidade contra um vírus. Chegou em força, longe daqui. Aos poucos aproximou-se de nós, Portugal. Pelo Mundo e por cá já fez mortos. Também alguns já o derrotaram nas suas batalhas individuais. É um inimigo sem rosto. Atacar assim, é cobardia. Nós ainda pouco sabemos sobre ele. Mas ele espalha-se entre nós com grande facilidade e enfraquece-nos. Pode nem fazer nada mas também pode matar. E é isso que temos de evitar. Que ele mate o menos possível. Porque este inimigo veio para ficar. Temos que o estudar, conhecer para depois o combatermos. E depois aprender a conviver com ele. Só aí a guerra vai terminar. Por isso temos todos, mas mesmo todos, que dar o nosso melhor. 

Até aqui pediam-nos que ficássemos em casa o mais possível. A partir de hoje, com a entrada do estado de emergência em Portugal, não é pedido, é ordem. E ainda bem que assim é. Mesmo com todas as consequências que isso possa trazer ao país, é o mais indicado neste momento. É a melhor maneira de adiar o contágio em massa para que possamos ter resposta para todos quando precisarmos dela. É aqui a nossa intervenção nesta guerra. Vamos fazer a nossa parte.

Fiquem em casa. Protejam-se a vocês e aos vossos. E a todos nós. Eu, como profissional de saúde que sou, não posso ficar em casa. Não estou na primeira linha de combate, mas tenho que lá estar e lá estarei todos os dias a fazer a minha parte em prol dos outros, com todos os cuidados possíveis para não trazer o inimigo para casa, para os meus. É esse o meu maior medo. Mas os medos são para enfrentar. E é o que estamos a fazer todos os dias.

Voltando ao desporto, temos agora o jogo mais difícil para jogar. Um jogo nunca antes disputado. Mas a força, a coragem e união desta Nação Valente há-de guiar-nos à vitória! 


E PLURIBUS UNUM